(Entre Os Parenteses)

Blog de particularidades…

Agora parte…

Se lembra de quando eu te impedi de pular? Quem está fazendo isso agora? Se lembra de quando eu fiz silêncio nos seus momentos de raiva? Quem vai te desafiar agora? Se lembra das verdades com que ataquei a mentira do seu pessimismo? Quem vai te mostrar a estrada agora? Agora… Parte.

Não minta, não diga que cresceu… Você sempre precisou de alguém pra quem mostrar sua terra do nunca, e agora parte. Eu me escondo em arbustos pra tomar conta de você menina, te sigo pra saber por onde você anda, na ponta dos pés, observando se seus olhos voltarão a ficar vazios. E se ficarem? Você jamais entendeu que minha covardia era a maior coragem que havia em mim, pra largar sua mão e te ver caminhar.

Você sempre me chamava de volta pra desistir, e eu quase cedi por muitas vezes. Foi necessário te machucar pra que você entendesse que ter sangue é estar vivo. E agora parte… Você sorri pras desgraças, você odeia minhas lembranças e me apaga de você, mas sou que eu vou aos teus sonhos te ouvir chorar. A menina que queria ser gente grande, e agora parte…

Eu tomei conta de você, e ter ver chorar era uma fracasso. Era hora de partir, e deixar que alguém fizesse a parte que não cabia mais a mim. Eu até insisti em tentar, mas não era mais a minha vez. E você não entendeu nada, e nem entenderá, pois agora parte. Também chorei, rasguei as fotografias, com exceção de uma, pra ter forças e fazer o correto.

Você não pode mais me ferir, pois só pode quem amo, e assim permito. É minha vez, e farei o que puder, pra quem eu puder. Mas não pense que eu disse algo em vão. Estou sempre olhando por você, e se eu precisar, me coloco entre você e o abismo novamente. Mas agora… agora parte.

Só não esqueça… Por favor, não esqueça.

A Vitória da Ignorância

Gostaria de aproveitar este espaço para comentar sobre um fato ocorrido essa semana e usá-lo para a minha não-muito-breve tese. Como já é de conhecimento da maioria, a linguagem é o que denomina quem manda e quem obedece na nossa hipócrita sociedade. Pois é, desde os primórdio, o homem aprendeu a usar a linguagem atravéz de sons, imagens, gestos… Aquele que se sobressaía, dominava os demais, pois linguagem é domínio.
Mais do que um meio de comunicação, gosto de chamar a televisão de um meio de manipulação. É um tipo de linguagem tão brutal que é capaz de corromper, eticamente e moralmente, grande parte da sociedade para o que for em benefício do sistema capitalista de mídia em que este meio está inserido, pois este meio tem o tal domínio. O que a televisão é capaz de fazer para testar o seu controle sobre a população? TUDO. Mas quais são os riscos? O que pode acontecer quando se abre um buraco na ética dos telespectadores?
Logo que fiquei sabendo que o Big Brother 10 contaria com a presença de homossexuais, captei com antecedência o que a nossa magnânima mídia tentaria e quais os objetivos. Atravéz do perfil dos participantes, percebemos a jogada de “escolhas” lançadas ao público, onde o ganhador é sempre aquele capaz de divertir melhor o público após a sua estadia. Não importa quem ele seja, contanto que seja a promessa de uma gladiação televisiva, contanto a moral do participante em questão não precisa ser necessariamente levada em conta.
A televisão quer sempre ter seus moralismos e condutas adequadas, e colocar participantes homossexuais em um programa que imita a vida real é compreensível, em primeiro lugar por na vida real essas pessaos realmente existirem, e em segundo lugar para mostrar que a emissora no caso, não tem nenhuma forma de preconceito. Entretanto, o que a sociedade geralmente quer ver dos homossexuais é a conduta e esteriótipo que a própria ignorância social atribuiu a estes. Eles são engraçados, lúdicos, descolados e modistas. Porém, só é decente que eles apareçam nesse “personagem” ao qual são relacionados.

A grande massa que se diz moralmente correta aplaude de pé a luta pelo preconceito, a inclusão social, a exposição dessas pessoas… E quem faz mais que aplaudir? Ninguém, é como num circo onde se torce, vibra e chora com o palhaço, o trapezista, entre outros. E quem faz mais do que vaiar? Vamos partir do ponto em que os moralmente corretos apenas aplaudem, os que já não decendem de tanta moral se prendem em fazer e acontecer, que é o caso de certos bárbaros atirando garrafas e objetos em homossexuais nas ruas gritando: DOURADO!!! É o nome do vencedor, vencedor boçal a favor da homofobia.

Não que ele esteja lá para representar essa figura, mas a hipocrisia o colocou aonde está, à frente de uma idéia desconexa, a manipulação desse personagem pode não ter partido da televisão, pois ela lançou todos os caráters possíveis em personagens diferentes, deixando a cargo da sociedade a escolha desse conjunto.

Dourado, machista, agressivo, homofóbico, anti-ético, “gostoso” (para os que acham), ignorante, e alienado. Um homem com um símbolo tatuado que está a frente de um dos maiores genocídios da história, e claro, sem conhecimento de que o povo perfeito em questão eram os arianos, caso contrário esperaria morrer e nascer alemão para tatuar tal símbolo que prega essa desculpa para hostilizar os demais. Ele foi escolhido pela sociedade, talvez não por ser esse conjunto de atrocidades, mas por que o outro personagem em questão tinha um pouco menos de graça. Homossexual assumido, sem circos, sem escândalos, não gosta de ser anti-ético, não faz de si um homossexual antes de uma pessoa comum. Qual é a graça de um homossexual que não dá o que pedem de um homossexual?

Isso é válido para qualquer outro participante, mas a repercursão que tal escolha causa na vitória de uma figura como Dourado, e na derrota de uma figura como Angélica, vai além das telas, pois foi a vitória dos ignorantes. Há jeitos corretos de combater a homofobia, e não é dando audiência para emissoras que têm como pretenção usar a sociedade para provar para minorias que eles ainda são minorias. Pra quem tem tanto domínio, é suspeito que estranhem a repercussão que isso causou na sociedade. Eles sabiam o tempo todo o que estavam fazendo.

Labirinto do néctar, Minotauro das rosas.

Caminhei entre minhas paixões, meu universo paralelo, me acendo, me apago, em acendo, me apago. Tive algumas princesas, cai em algumas armadilhas, Matei alguns dragões, brinquei com algumas fadas, nadei no lago da perdição, tudo numa dança deliciosa e explosiva. Mas entre tantas viajens apaixonantes, encontrei um labirinto. Eu já tinha ouvido falar em livros, eu sabia do Minotauro, mas eu queria entrar. São tantos encantos nessa vida, e eu me achava feito uma borboleta, onde o cheiro bom do néctar ma atraia e me convidava a entrar. Entrei. Muito esperta tirei do bolso um barbante de ouro, mas só o usei para marcar o caminho e segui adentrando… encantada, procurando perigo, jogando com os meus limites.

De repente me esbarro com o ser mais lindo da magia, você vestindo rosas vermelhas e me enfeitiçando com os olhos de esmeraldas. A ponta do barbante de ouro da sua mão, e não era a ponto certa que eu segurava, era a ponta que deixei na entrada, você me olhava com interrogação. E agora? Como vamos sair?

-Vem, pega na minha mão. Vem, vamos procurar a saída… Vem… faz amor comigo. – Não sou capaz de negar, só digo sim, só digo vem. Só sei que sou, não sei quem sou. Seremos engolidas pelo monstro… – Corre! – E nossos cabelos balançam no vento, nossa velocidade nos tropeça nas raízes, nossos corpos se encontram várias vezes, nosso suor nos esconde nos arbustos de maracujá. – Estamos perdidas. O quanto estamos perdidas? – E você me responde com um beijo. Estamos muito perdidas. Abro minhas asas de escamas roxas, te escondo. – Aqui, vem por aqui. – E você deita cansada sob o sol a pino. Adormecemos, e seja lá o que nos encontrar aqui, pode devorar, que não sentiremos dor.

Abandono

Okay okay, tô sabendo que isso aqui está abandonado. Veja bem, juventude à parte, a minha vida voltou ao normal, o surto do amor que me acompanha desde o começo do blog passou, e eu estou incrivelmente intacta. Paixões, pequenas e intensas paixões, todas com suas graças e ”toujours”, é o que me passa no fio do desejo. Permaneço uma amante incorrigível, desde borboletas à grandes amigos. Aliás, amigos, eles estão aqui intactos também, os verdadeiros, os de sempre, os novos, até mesmo os que já não estão aqui, os amigos. Me desculpem, fracassei como amiga por causa de um egoísta amor, de uma crença na felicidade errada, fracassei por causa de mulher, mas está nos planos compensar minhas faltas.
Amigos são o que a gente guarda de mais importante, e nunca mais vou deixar mofar no armário, não me esquecerei disso. Até o próprio amor quando acaba, o esqueleto é de um amigo. Amo a todos vocês. Imenssuravelmente! São a mais sincera paixão da minha vida.

Caminhando

Bad Days. Poesia pobre, tempo feio, banhos curtos, roteiros no lixo, mãos sujas de tinta, trabalhos alagados.

Ao menos há amor nessa desafinação toda, o qual é meu esconderijo sempre que resta um tempinho. Filmes bons no play e NENHUMA grana no bolso. Pessoas pessoas pessoas e mais pessoas, muita gente burra, e alguns elementos de saudade. Dias melhores virão.

Vida, caminhando.

SEXO? COMOFAS?

Logosofando…

A pergunta é “Como duas mulheres fazem sexo?” Não é o contexto da pergunta que intriga, e sim a curiosa excentricidade em torno do desconhecido quando ele é mais que conhecido. Parece uma pergunta natural, poucos sentem que seja indiscreta, mas é. Vamos refletir. Ao fazer uma pergunta dessa a pessoa espera no mínimo DETALHES, afinal, o que mais poderia conter na resposta à essa pergunta? A maioria desentendida do assunto reconheceria como ridícula se a pergunta não especificasse mulheres e fosse “Como se faz sexo?”. Sim, ridículo, não é o tipo de pergunta que dispensa detalhes para compreensão, e também não é o tipo de detalhe que vá bastar para a compreensão. Ao mesmo tempo que a pergunta é inofensiva é também um tanto esdrúxula.  

O que isso me leva a crer? Que as pessoas banalizaram tanto o sexo que hoje não se sabe mais o que é sexo, e as pessoas precisam sair por aí perguntando como se faz. Para a maioria se resume em paunabucetabucetanopau, e isso explica as perguntas toscas que tenho tido de escutar. Sexo não é um estado de espírito, é o tipo de coisa que simplesmente se faz, então não questione, faça.

Para os que arrumaram a desculpa “perguntei porque eu nunca vou fazer pra saber como é”, concorda então que já que você nunca vai fazer não tem porquê saber como é? Enfim, sou só eu ou alguém mais sente que as pessoas têm mania de perguntas desnecessárias?

Casos e Causas

Falando de intelecto… viva as atendentes de lan house… viva???

Pois bem, você se encontra no último dia para a inscrição do vestibular, uma alma santa te liga para avisar, porém… você está sem internet (não importa o mundano detalhe de que você está de castigo sóóó porque você fez do carro do seu pai uma lata de sardinha, batendo com a lateral dele na garagem da sua casa), te sobra a maravilha da lan house. Todos aqueles computadores em rede, aquela partilha hiper-justa de espaço, toda aquela exploração comunitária e unida da tela alheia, todos aqueles tiros de Couter Strike e a fubazada bitolada num orkut… enfim…

Você se dirige até o balcão, a atendente toda “tiriça” à lá pelega pergunta o que você precisa. Pede-se uma impressão. E a resposta que se ouve é:

Imprimir??? Imprimir como? Imprimir o quê? Onde?

Depois de muita explicação e trabalho social de inclusão digital, pede-se que ela coloque o pen drive no computador para realizar a impressão. E mais uma vez a resposta vem a cargo de muita inteligência:

- Ah… tem que ver isso aí…

*Segundo a socióloga J. G. Portela, ninguém se dispõe a ir até uma loja de roupas, pede uma blusa “X”, e o atendente te responde “Ah… tem que ver isso aí”. Ou você pega a blusa e vende, ou você fala que não tem! SIMPLES!

Não, isso não é um protesto, não é um descaso intelectual para com os poucos instruídos, não é um preconceito. Mas vivendo e aprendendo…

Gypsy Dream

“Minha alma é tão cigana quanto as borboletas”

Não tem palavra mais específica do que CIGANA para definir minha alma. Há beleza na palavra, e quando é dita, da voz se apodera um feitiço, feitiço cigano que se enrola nos panos da dança e encanta os pandeiros.

“Meu sono toca uma música de infindável coreografia, e a liberdade coloca-se no seu lugar de natureza (ou seja: abaixo dela), move meus pés em ritmo para o incrível mistério do desejo. Desejo como fogo, ardendo pelas veias no mais feroz balanço. Os dedos rapidamente se alternam em bagunçar os cabelos ondulados e segurar os panos para que os pés nus se embebedem na terra. O sonho corre o corpo por câmera lenta, e cada bater de asas hipnotiza os olhos e corações. O movimento não tem norte ou sul, e os calcanhares hora procuram o chão para com força colidir, hora dele se livram para voar. Quem conseguir olhar nos olhos profundos sem se perder, voltará do paraíso com o corpo leve, e o peito cantante: A alma é LIVRE! A beleza é CIGANA!”

Faça-se a música!

A minha frustração musical se explica pelso meus ídolos. Eles são MUITO bons.

Ainda que amaldiçoada pela minha cultura de trapos velhos, queria falar de uma novidade que anda pelo meu rádio. Pense em um talento, some a uma voz intensa, um violão dançante, uma perfeita dicção de línguas, um coração vivo, e um rosto delicado espreitando estre mechas ruivas. O nome dela é Estela Cassilatti.

estela

O primeiro encanto aconteceu no show de um amigo. Paulo Carvalho – pra quem não conhece, falarei dele num próximo post – convidou-me para a sua MARAVILHOSA apresentação no Centro Cultural Rio Verde, e para a minha surpresa “donne pour donner”, que é uma música que ele regravou no seu cd “De Longe” com essa tal de Estela, foi apresentada no show com ela pessoalmente.

A primeira impressão foi um choque! Eu havia escrito uma crônica enquanto esperava o show (sobre a mulher estilosa com ar de cantora que acompanhava na mesa do lado outra mulher bonita que comia penny na tigela), e quando ela subiu ao palco muitas coisas me passaram pela cabeça. Foi um dueto incrível, e chegando em casa começei a procurar sobre a música dessa criatura divina. Por enquanto só tem um cd: peixes=pássaros, e é ela quem canta a música “Al” do seriado “Alice”, que passou na HBO. Aliás, a explicação dela sobre a criação dessa música foi master  divertida.

Virei fã. ^^

acessem: www.myspace.com/estelacassilatti

la Vie

Ok, faz tempo.

Tirei férias para não me surtar de idéias e nem desorganizar minhas inspirações. O meu aquário está nascendo (tank Lord!), se eu conseguir fazer as pedras sobreviverem quem sabe eu coloque peixes nessa belesura.

Estudos? Mas existe a arte!!! Eu não quero saber de matrizes ou de das regras de Markovnikov! Eu quero saber do amor, quero saber do mar, quero saber da expressão, quero saber das fênix e capricórnios! É…

Estou esperando um golpe ninja da beleza, para curar essa fome de cores.

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